Toda forma de aproximação entre as pessoas é válida. Desde que a intenção seja a de reavivar sentimentos como carinho e afeto entre elas. É o caso do movimento do abraço grátis, o qual teve início em dois mil e um, com um único jovem, na Austrália e chegou ao Brasil ganhando adeptos e muitos simpatizantes.
Numa sociedade como a nossa, em que cresce o individualismo e a desunião, atitudes como a do abraço grátis nos mostram a que ponto chegamos com relação à afetividade. Além disso, evidenciam o quanto nos afastamos das pessoas de um modo geral.
Em um mundo no qual grande parte das pessoas tem de lidar com problemas relacionados à falta de tempo, e ao excesso de tarefas, o ser humano está cada vez menos fraterno. Ouso dizer cada vez menos ser humano. Hoje em dia, um abraço já não é mais um gesto rotineiro para muita gente. Constatação no mínimo triste.
A iniciativa do movimento, além de interessante, é também um sutil puxão de orelha em nós, dado por meio de uma brincadeira bem-humorada. Mais do que isso, é um convite à reflexão. Talvez devamos rever nossos conceitos sobre fraternidade e afeto, entre tantos outros sentimentos que também estão se perdendo.
F.M.

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