quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Por quê?



Por que sempre chove quando saímos de casa? Por que sempre esquecemos o guarda-chuva nesses dias? Por que o pão sempre cai com a parte da margarina para baixo? Por que é sempre quem anda na nossa frente que acha dinheiro na rua? Por que sempre perdemos a chave? Por que nunca fazemos o que tem que ser feito? Por que sempre nos apaixonamos pela pessoa mais legal e mais bonita? Por que quando descobrimos que essa pessoa também gosta da gente já é tarde demais? Por que quando vamos embora é que as coisas acontecem? Por que as mulheres ligam tanto para datas? Por que os homens sempre esquecem as datas? Por que as mulheres idealizam um homem ideal? Por que os homens superficializam a mulher ideal? Por que ler esse texto sem sentido? Por que estou escrevendo esse texto sem sentido? Por que heim? Por quê? Por quê?

Edgar Azevedo

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Devaneio.

É madrugada. Eu te vejo de novo. Sei que é sonho. Teus olhos me fitam. Quero ir embora. Sem lua, o céu me angustia. Por que estou tão incomodada? Em qual esquina dobramos? Onde nos perdemos? Nem que eu te levasse à mais alta das torres tu olharias com olhos de quem vê. Sem alma, eu sigo. Sem pérolas e varanda. Em que muralha? Que esquina? Que linhas? Não há mais linhas. Não há mais nada. E eu continuo a te ver.
Marina Salomé.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

2012


Sexta-feira estréia o filme 2012. A temática do filme é baseada na profecia Maia que prevê o fim do mundo em 2012 com a aproximação de um novo planeta, ou colisão de um meteoro (ou seria aérolito?) contra a terra, ou então o aparecimento dos Ets, crise na economia também seria um motivo e etc..muitas coisas são especuladas. O motivo que me faz escrever não é o de indicar o filme, não acredito que um filme americano baseado em uma profecia de um povo pré-colombiano venha a ser tão interessante, mas uma sessão com pipoca e coca-cola pode até amenizar e deixá-lo um pouco atraente. O que me leva a escrever é a reflexão que esse tema clichê de “fim do mundo” me faz fazer. Que mundo será esse que o tal meteoro irá destruir? Muitas perguntas sobre o mundo me vêem a mente. Pergunto-me, por exemplo, se existiu um mundo para os escravos do Egito que trabalhavam de sol a sol para construir aquelas lindas pirâmides para capricho do faraó? Será que existiu um mundo para os povos dominados pelo Império Romano no chamado período clássico? Ou então que mundo existia para as vítimas das guerras, da igreja e das inúmeras doenças e pragas da Idade Média? Que mundo existiu para os índios e negros assassinados e escravizados no período das “descobertas” na idade moderna? Que espécie de mundo existiu para as milhares de vítimas do Holocausto? Que mundo existe para os que sobrevivem a “guerra santa” no oriente médio? Qual é o mundo de quem passa fome e espera ajuda para sobreviver? Que mundo resta para uma mãe que perdeu um filho na violência urbana? O que representa o mundo para quem está afundado em algum tipo de droga e vive alheio entre o real e o imaginário?
Acredito que o mundo acabou no momento em que o primeiro homem surgiu (e não me refiro a Adão ou a qualquer simbologia criacionista). O surgimento do homem foi o maior meteoro que atingiu a terra. O seu egoísmo e sua obsessão pelo poder fez com que esse impacto fosse fatal. De lá pra cá não existe mais mundo. Ao longo dos séculos vivemos com o que restou do mundo e um impacto em 2012 ou em qualquer outra data só serviria para complementar uma destruição que se iniciou com o surgimento do homem. E porque não dizer que esse trágico impacto, ou qualquer tragédia que desse um fim a esse mundo, não seria o mais justo para a humanidade, afinal deixaria todos na mesma situação: mortos e sem chão.


Edgar Azevedo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Segunda-Feira


Segunda-feira...me dêem uma arma! Desde o império Romano, quando foi instituído esse modelo de dias da semana como conhecemos hoje (septimana), a humanidade ao acordar pela manhã depois de um final de semana proveitoso vem se fazendo a mesma pergunta: “Quem inventou essa merda de segunda-feira?
A segunda–feira é sem duvidas um dos maiores tormentos da humanidade. Quem de nós nunca ficou triste ao fim das tardes de domingo, quando a melancolia do por do sol já nos anuncia à segunda–feira?
Segunda–feira é um dia preguiçoso e mal–humorado. Não recomendo saltar de Bungee Jump em uma Segunda-feira, quem pode prever o que um nó preguiçoso pode causar? ou então saltar de para quedas? Bem capaz, já estou até vendo o rapaz que dobra os pára-quedas resmungando e projetando toda a semana que ainda resta. O que teria feito Robson Crusoé se seu amigo e único companheiro naquela maldita ilha se chamasse Segunda- feira? Com certeza o teria matado no primeiro dia. Mas ao contrario de Segunda–feira o nome do amigo e companheiro de Crusoé era Sexta-feira. Sexta–feira sim é bom. Sexta feira representa esperança, algo que queremos alcançar. Sexta-feira é como morrer e ir para o céu onde corre o rio de leite e mel e as 40 virgens prometidas nos esperam. Segunda-Feira é o inferno. É o diabo espetando as nossas costas com o tridente afiado e nos jogando no arder do fogo.
Se formos comparar a Segunda–feira com as mulheres ela com certeza seria uma baranga. Enquanto a Sexta-feira seria uma loira gostosa, com os seios fartos e com o vale do entre seio abrindo caminho para o piercing pequeninho no umbigo a Segunda-feira seria aquela gordinha baixinha e com mau hálito que depois de passar a noite toda na seca às 5 da manhã resolvemos encarar.


L.F.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ora, ora...

Que beleza!
O 51° Prêmio Jabuti foi para o Fabrício Carpinejar na categoria Contos e Crônicas e para o Moacyr Scliar na categoria Romance.
A primeira vez que vi o Carpinejar foi numa palestra num desses cursinhos em Porto Alegre. Lembro da história da tampinha do leite. Muito boa! Até tentei pensar assim, mas não rolou.

Adoro a entrada do blog:
"Não me deixe viver o que posso,
que me seja permitido
desaprender os limites."

QUE ASSIM SEJA!

Marina

Abraços Partidos



Esse é o título do tão esperado filme de Almodóvar. Parece que a estreia no Brasil é em 20 de novembro.
Sinopse: "Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu simultaneamente a visão e sua grande paixão, Lena (Penélope Cruz). Sofrendo aparentemente de perda de memória, abandonou sua posição de cineasta e preservou apenas seu lado de escritor, cujo pseudônimo é Harry Caine. Um dia Diego (Tamar Novas), filho de sua antiga e fiel diretora de produção, sofre um acidente, e Harry vai em seu socorro. Quando o jovem indaga Harry sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem revela se lembrar de detalhes marcantes de sua vida e do acidente."
Estamos a esperar.

Marina

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ao contrário

Em um dia de chuva Chapeuzinho Cinza precisava ir pra escola.
Era mais um dia sem que pudesse pegar um ônibus.
Faltava grana pra tudo.
Muito luxo era andar de ônibus.
Pra ela restava a floresta de pedras até a escola.
Era muito caminhar. Muita vontade de ir pra escola.
Na escola tinha lanche. Tinha atenção. Tinha amigos. Tinha vida.
A saída era uma tristeza só: vender bala de novo no sinal.
Putz! E nem dava quase dinheiro.
Num final de escola viu um cara.
- Tão bonito quanto um anjo, mãe.
Um dia, esse cara bonito convidou Chapeuzinho Cinza pra sair.
- Quer sair com o tio, menina linda?
E Chapeuzinho saiu.
- Como tu foi fazer isso, guria?
- Ele era tão bonito, mãe. Me deu dinheiro. E foi bem mais que a venda das balas.
E foi final de escola mesmo.
Ela ainda vai até lá encontrar mais caras assim. Às vezes, sente ânsia. Às vezes, dor. Mas agora não dá mais pra ser diferente.
- Oi, tio. Vamos sair de novo hoje?
- Entra, menina linda.

Marina