
Sexta-feira estréia o filme 2012. A temática do filme é baseada na profecia Maia que prevê o fim do mundo em 2012 com a aproximação de um novo planeta, ou colisão de um meteoro (ou seria aérolito?) contra a terra, ou então o aparecimento dos Ets, crise na economia também seria um motivo e etc..muitas coisas são especuladas. O motivo que me faz escrever não é o de indicar o filme, não acredito que um filme americano baseado em uma profecia de um povo pré-colombiano venha a ser tão interessante, mas uma sessão com pipoca e coca-cola pode até amenizar e deixá-lo um pouco atraente. O que me leva a escrever é a reflexão que esse tema clichê de “fim do mundo” me faz fazer. Que mundo será esse que o tal meteoro irá destruir? Muitas perguntas sobre o mundo me vêem a mente. Pergunto-me, por exemplo, se existiu um mundo para os escravos do Egito que trabalhavam de sol a sol para construir aquelas lindas pirâmides para capricho do faraó? Será que existiu um mundo para os povos dominados pelo Império Romano no chamado período clássico? Ou então que mundo existia para as vítimas das guerras, da igreja e das inúmeras doenças e pragas da Idade Média? Que mundo existiu para os índios e negros assassinados e escravizados no período das “descobertas” na idade moderna? Que espécie de mundo existiu para as milhares de vítimas do Holocausto? Que mundo existe para os que sobrevivem a “guerra santa” no oriente médio? Qual é o mundo de quem passa fome e espera ajuda para sobreviver? Que mundo resta para uma mãe que perdeu um filho na violência urbana? O que representa o mundo para quem está afundado em algum tipo de droga e vive alheio entre o real e o imaginário?
Acredito que o mundo acabou no momento em que o primeiro homem surgiu (e não me refiro a Adão ou a qualquer simbologia criacionista). O surgimento do homem foi o maior meteoro que atingiu a terra. O seu egoísmo e sua obsessão pelo poder fez com que esse impacto fosse fatal. De lá pra cá não existe mais mundo. Ao longo dos séculos vivemos com o que restou do mundo e um impacto em 2012 ou em qualquer outra data só serviria para complementar uma destruição que se iniciou com o surgimento do homem. E porque não dizer que esse trágico impacto, ou qualquer tragédia que desse um fim a esse mundo, não seria o mais justo para a humanidade, afinal deixaria todos na mesma situação: mortos e sem chão.
Edgar Azevedo

Vi o trailer deste filme....pura adrenalina!!
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