É madrugada. Eu te vejo de novo. Sei que é sonho. Teus olhos me fitam. Quero ir embora. Sem lua, o céu me angustia. Por que estou tão incomodada? Em qual esquina dobramos? Onde nos perdemos? Nem que eu te levasse à mais alta das torres tu olharias com olhos de quem vê. Sem alma, eu sigo. Sem pérolas e varanda. Em que muralha? Que esquina? Que linhas? Não há mais linhas. Não há mais nada. E eu continuo a te ver.
Marina Salomé.

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